Apresento aqui uma leitura crítica da dissertação de Mestrado da professora Cláudia Rodrigues à luz do livro Elementos básicos de pesquisa, de Sérgio Luna. Minha leitura foi feita por interesse genuíno no tema e na experiência vivida pela professora e para realizar uma atividade de Pesquisa Educacional, uma das disciplinas do curso de Mestrado em Educação, PUC-Rio.
Você pode ler a dissertação na íntegra aqui.
A escolha dessa dissertação ligada à área de Linguagens e Tecnologia se deu pelo meu interesse, como professora de Língua Portuguesa, em pesquisar a entrada e o uso das TICs no processo ensino-aprendizagem na sala de aula.
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Uma atividade proposta como o blog, por exemplo, favorece a interação em sala de aula, considerando que passa a ser uma estratégia que une o texto do aluno e troca de informações com colegas – já que os textos passam a ser públicos, e não mais lidos por uma única pessoa; como no caso de Juliana (13), que reclama de o texto ser escrito apenas para ser lido e avaliado pelo “corretor”. Isso evita que, no debate em sala, o professor faça apenas um monólogo oral, e os alunos sejam meros ouvintes. Isso impede também que o professor se limite a oferecer subsídios para os alunos construírem seus textos listando argumentos, anulando a possibilidade de uma troca de informações ou negociação de sentidos, e muito menos da participação dos alunos. Em outras palavras, ao abrir a discussão em um ambiente mais amplo, fora de aula, o professor perde o controle sobre modelos argumentativos prontos e o aluno ganha novo espaço para participar da exposição de dados e opiniões. (2008, p. 79)
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Uma atividade proposta como o blog, por exemplo, favorece a interação em sala de aula, considerando que passa a ser uma estratégia que une o texto do aluno e troca de informações com colegas – já que os textos passam a ser públicos, e não mais lidos por uma única pessoa; como no caso de Juliana (13), que reclama de o texto ser escrito apenas para ser lido e avaliado pelo “corretor”. Isso evita que, no debate em sala, o professor faça apenas um monólogo oral, e os alunos sejam meros ouvintes. Isso impede também que o professor se limite a oferecer subsídios para os alunos construírem seus textos listando argumentos, anulando a possibilidade de uma troca de informações ou negociação de sentidos, e muito menos da participação dos alunos. Em outras palavras, ao abrir a discussão em um ambiente mais amplo, fora de aula, o professor perde o controle sobre modelos argumentativos prontos e o aluno ganha novo espaço para participar da exposição de dados e opiniões. (2008, p. 79)
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A análise será exposta seguindo dez questões adaptadas do livro de Luna.
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Questão 1
O problema de pesquisa está claro, isto é, o autor apresenta um conjunto de perguntas que se pretende responder, e cujas respostas mostrem-se novas e relevantes teórica e socialmente?
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O problema de pesquisa está claro, isto é, o autor apresenta um conjunto de perguntas que se pretende responder, e cujas respostas mostrem-se novas e relevantes teórica e socialmente?
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Cláudia Rodrigues apresenta claramente o problema de sua pesquisa que se baseia em um ponto novo e relevante para o processo ensino-aprendizagem na atualidade: o uso de “Internet como fonte de pesquisa e como ambiente que propicia novos modos para a construção de cultura e comunidades”. (2008, p. 24) E isso parte de uma inquietação profissional crescente, por trabalhar em um ambiente escolar privilegiado (escola particular com grande disponibilidade tecnológica), sendo que pouco ou nada é aproveitado por seus colegas de trabalho, a não ser para fazer apresentações em Power Point.
A partir dessa inquietação, ela centra seu estudo em duas questões mais amplas que serviram como “pano-de-fundo” para definir as perguntas de sua pesquisa. São elas: 1) “Quais são os critérios de utilização do blog?” e 2) “Como o blog poderia ser uma estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola?”
De acordo com suas percepções, desenvolve o seu estudo empírico para responder às perguntas específicas da pesquisa: 1) “O uso do blog como tarefa de sala de aula favorece a prática de produção?” e 2) “Quais são os entraves e as alternativas que o professor de língua portuguesa precisa confrontar quando inclui o blog em sala de aula?”.
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A partir dessa inquietação, ela centra seu estudo em duas questões mais amplas que serviram como “pano-de-fundo” para definir as perguntas de sua pesquisa. São elas: 1) “Quais são os critérios de utilização do blog?” e 2) “Como o blog poderia ser uma estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola?”
De acordo com suas percepções, desenvolve o seu estudo empírico para responder às perguntas específicas da pesquisa: 1) “O uso do blog como tarefa de sala de aula favorece a prática de produção?” e 2) “Quais são os entraves e as alternativas que o professor de língua portuguesa precisa confrontar quando inclui o blog em sala de aula?”.
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Questão 2
Como o autor determinou as informações necessárias para encaminhar as respostas às perguntas feitas?
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Como o autor determinou as informações necessárias para encaminhar as respostas às perguntas feitas?
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A pesquisadora desejava entender como o processo de inclusão digital, por parte de professores e alunos, poderia favorecer a prática pedagógica e incentivar e favorecer a aprendizagem da escrita de forma ainda não explorada nas práticas escolares. Julgou, dessa forma, que o desenvolvimento de uma atividade prática em um meio comum aos alunos atuais pudesse responder a algumas de suas inquietações. Para isso, ela volta à literatura para ver o que se tem a respeito de linguagem e tecnologia e desenvolve uma pesquisa empírica com seus alunos de Ensino Médio.
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Questão 3
Como foram selecionadas as fontes dessas informações? Qual é o tipo de pesquisa selecionado?
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Como foram selecionadas as fontes dessas informações? Qual é o tipo de pesquisa selecionado?
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Cláudia Rodrigues, a partir da escolha da ferramenta por considerá-la favorável ao desenvolvimento da escrita, pesquisou sobre as possibilidades de uso de blogs para caracterizar um perfil de blog cujo formato fosse próprio para aplicação e desenvolvimento da pesquisa escolar. Baseou-se em pesquisas realizadas por Linguistas como Komesu, Braga, Xavier, Marcuschi e Araújo que vêm desenvolvendo estudos que tratam sobre linguagem e tecnologia, alguns no ambiente escolar.
A partir de conceitos apresentados por esses pesquisadores, Rodrigues buscou entender a importância de olhar/investigar o contexto escolar. A autora assumiu a metodologia da pesquisa-ação pelo seu caráter de “reflexão-na-ação” (2008, p. 82). Segundo ela, fez isso “por acreditar que é um processo em que os pesquisadores e participantes da pesquisa, conjuntamente investigam sistematicamente os dados e fazem perguntas com o intuito de solucionar um problema imediato vivido pelos participantes”. (2008, p. 22)
A fim de verificar a hipótese de que a escola está distante na prática das experiências de produção textual produzidas no meio digital, meio este pertencente à atual sociedade, a autora parte primeiramente da análise dos parâmetros de ensino que legitimam o ensino de redação em sala de aula e depois desenvolve o experimento. Sempre como “professora-pesquisadora e professora-participante”. (208, p. 83)
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A partir de conceitos apresentados por esses pesquisadores, Rodrigues buscou entender a importância de olhar/investigar o contexto escolar. A autora assumiu a metodologia da pesquisa-ação pelo seu caráter de “reflexão-na-ação” (2008, p. 82). Segundo ela, fez isso “por acreditar que é um processo em que os pesquisadores e participantes da pesquisa, conjuntamente investigam sistematicamente os dados e fazem perguntas com o intuito de solucionar um problema imediato vivido pelos participantes”. (2008, p. 22)
A fim de verificar a hipótese de que a escola está distante na prática das experiências de produção textual produzidas no meio digital, meio este pertencente à atual sociedade, a autora parte primeiramente da análise dos parâmetros de ensino que legitimam o ensino de redação em sala de aula e depois desenvolve o experimento. Sempre como “professora-pesquisadora e professora-participante”. (208, p. 83)
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Questão 4
Quais as técnicas e instrumentos selecionados para obter as informações? Comente sua adequação.
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Quais as técnicas e instrumentos selecionados para obter as informações? Comente sua adequação.
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Como sua intenção é obter conhecimento sobre como a inclusão digital, por parte dos professores, pode aperfeiçoar a prática de ensino, Rodrigues propôs desenvolver uma tarefa com a ferramenta digital chamada blog em suas seis turmas de Redação do Ensino Médio, na primeira tentativa, e apenas com quatro turmas (duas de segundo ano e duas de terceiro) na segunda tentativa. Utilizou, para registrar suas observações, um “diário de bordo”. Coletou dados por meio de questionários semi-estruturados (constam do anexo da dissertação), passados a alunos do terceiro ano do Ensino Médio, por acreditar que eles teriam maior capacidade de fazer uma análise crítica do processo que estava sendo desenvolvido, já que esse tipo de avaliação já é desenvolvido no terceiro ano, pela instituição em que trabalha. E propôs temas de redação que questionavam o porquê de a primeira tentativa feita ter falhado: “No presente estudo, busquei resgatar a voz de meus alunos através de uma tarefa de produção textual que tinha por tema o ensino da escrita na escola”. (2008, p. 66)
Acredito que a autora percorreu corretamente os caminhos necessários para tirar as conclusões sobre suas questões. O fato de ter passado por duas experiências de construção de blogs: uma primeira, negativa; e outra, positiva – com análise crítica criteriosa das duas – deu maior credibilidade à sua pesquisa, pois mostra um acerto, a partir da percepção das falhas de um experimento anterior.
Portanto, os instrumentos utilizados foram bastante adequados para o desenvolvimento do trabalho e credibilidade dos resultados.
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Acredito que a autora percorreu corretamente os caminhos necessários para tirar as conclusões sobre suas questões. O fato de ter passado por duas experiências de construção de blogs: uma primeira, negativa; e outra, positiva – com análise crítica criteriosa das duas – deu maior credibilidade à sua pesquisa, pois mostra um acerto, a partir da percepção das falhas de um experimento anterior.
Portanto, os instrumentos utilizados foram bastante adequados para o desenvolvimento do trabalho e credibilidade dos resultados.
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Questão 5
Como foi feito o tratamento dos dados obtidos? Comente sua adequação.
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Como foi feito o tratamento dos dados obtidos? Comente sua adequação.
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Rodrigues passou por duas experiências em relação à inclusão de blogs na prática da sala de aula. A primeira, frustrante; a segunda, promissora. No capítulo 5 de sua dissertação, ela faz a análise dos dados, a partir dessas tentativas, e procura responder, com sucesso, às duas perguntas elaboradas em sua pesquisa.
A autora analisou primeiramente as anotações de suas observações, bem como os relatos de suas inquietações. A partir daí, criou algumas hipóteses que geraram a temática da produção textual proposta aos alunos. Com as redações em mãos, Rodrigues pôde detectar seus erros e compreender as falhas existentes na primeira proposta.
A percepção de que a primeira tentativa não estava indo como esperava e a criação de tema de redação para que se respondessem as suas dúvidas sobre o fato de não estar dando certo a proposta foi muito interessante. Mostra que a autora estava o tempo todo refletindo sobre o estudo e atuando como professora-pesquisadora-reflexiva, capaz de, a partir de um fracasso, reorganizar suas inquietações e criar uma nova situação para dar continuidade à pesquisa.
Na segunda tentativa (chamada por ela de “estudo 2”), Rodrigues já soube como desenvolver mais adequadamente a empiria, de acordo com o público alvo. Dessa forma conseguiu realizar a pesquisa e atingir os seus objetivos, obtendo respostas às perguntas feitas.
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A autora analisou primeiramente as anotações de suas observações, bem como os relatos de suas inquietações. A partir daí, criou algumas hipóteses que geraram a temática da produção textual proposta aos alunos. Com as redações em mãos, Rodrigues pôde detectar seus erros e compreender as falhas existentes na primeira proposta.
A percepção de que a primeira tentativa não estava indo como esperava e a criação de tema de redação para que se respondessem as suas dúvidas sobre o fato de não estar dando certo a proposta foi muito interessante. Mostra que a autora estava o tempo todo refletindo sobre o estudo e atuando como professora-pesquisadora-reflexiva, capaz de, a partir de um fracasso, reorganizar suas inquietações e criar uma nova situação para dar continuidade à pesquisa.
Na segunda tentativa (chamada por ela de “estudo 2”), Rodrigues já soube como desenvolver mais adequadamente a empiria, de acordo com o público alvo. Dessa forma conseguiu realizar a pesquisa e atingir os seus objetivos, obtendo respostas às perguntas feitas.
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Questão 6
Que teoria ou princípios teóricos foram usados na interpretação das informações obtidas (dados)? Comente sua adequação.
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Que teoria ou princípios teóricos foram usados na interpretação das informações obtidas (dados)? Comente sua adequação.
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A autora, por ser de Língua Portuguesa e Linguística, trabalhou com autores renomados dessas áreas, os quais vêm desenvolvendo estudos e pesquisas sobre a relação entre as Linguagens com os meios digitais. São eles: Komesu, Braga, Xavier, Marcuschi e Araújo. Além disso, buscou teóricos e estudiosos da área de Tecnologia da Comunicação e Informação (TIC), como: Coscarelli, Collins & Ferreira, Lévy, Primo entre outros.
A teoria apresentada em sua dissertação está bastante atual e é coerente com os dados analisados, como vemos em:
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A teoria apresentada em sua dissertação está bastante atual e é coerente com os dados analisados, como vemos em:
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A literatura sobre ensino no meio digital tem apontado que os canais abertos pela Internet permitem que o aluno seja um sujeito mais participativo, não está mais reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Ao aumentar-se o potencial de interação, o aluno cria, modifica, constrói, aumenta e, assim, torna-se criador e co-autor da aprendizagem. Isso muda também o papel do professor que passa a ser um guia ou facilitador ativo, ele é formulador de problemas, provocador de situações que instiguem discussões, aquele que indica percursos e busca mobilizar as inteligências múltiplas e coletivas na experiência de construção do conhecimento. (2008, p. 80)
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Questão 7
Foram obtidas respostas às perguntas formuladas pelo problema ou questões iniciais?
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Foram obtidas respostas às perguntas formuladas pelo problema ou questões iniciais?
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Rodrigues respondeu com sucesso às suas duas questões. Ela concluiu que os blogs produzidos pelos alunos no segundo estudo indicaram que a tarefa proposta promoveu realmente maior engajamento dos alunos, propiciando a leitura de uma diversidade de gêneros disponibilizados na internet, além de gerar debates e comentários mediados pela escrita. Os dados obtidos também indicaram uma complexidade na produção escrita, o que prova que não foi um trabalho superficial, que pudesse ser enquadrado por críticos, pejorativamente, no chamado “Internetês”.
A autora, portanto, conseguiu não só responder às suas perguntas e inquietações. Na verdade, acredito, ela foi além. Pelo fato de ter relatado uma primeira experiência fracassada, Rodrigues pôde perceber que algumas falhas ocorreram em relação à forma como a tarefa fora apresentada e também em relação à proposta de execução. O fato de não ter desistido e ter remodelado a forma e a proposta de execução fez com que ela pudesse, com um amadurecimento, chegar às respostas às questões iniciais:
A autora, portanto, conseguiu não só responder às suas perguntas e inquietações. Na verdade, acredito, ela foi além. Pelo fato de ter relatado uma primeira experiência fracassada, Rodrigues pôde perceber que algumas falhas ocorreram em relação à forma como a tarefa fora apresentada e também em relação à proposta de execução. O fato de não ter desistido e ter remodelado a forma e a proposta de execução fez com que ela pudesse, com um amadurecimento, chegar às respostas às questões iniciais:
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Com base nas pistas e hipóteses aferidas a partir do insucesso nesta tarefa, elaborei uma categoria de blog educacional na conveniência de ajustar a funcionalidade da ferramenta para sua melhor qualificação e produção para o ensino e aprendizagem escolar (2008, p. 105) – O quadro apresentado na página 106 é muito interessante e elucidativo.
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Com base nas pistas e hipóteses aferidas a partir do insucesso nesta tarefa, elaborei uma categoria de blog educacional na conveniência de ajustar a funcionalidade da ferramenta para sua melhor qualificação e produção para o ensino e aprendizagem escolar (2008, p. 105) – O quadro apresentado na página 106 é muito interessante e elucidativo.
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E perceber a necessidade de resolver outros problemas:
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Se, no início deste trabalho, o interesse era provar uma hipótese que partia apenas de uma experiência docente, agora soma-se a outro objetivo que é mostrar ‘o que deve se fazer’ e ‘o que não deve se fazer’ no trabalho com gêneros digitais em sala de aula. (2008, p. 108)
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Se, no início deste trabalho, o interesse era provar uma hipótese que partia apenas de uma experiência docente, agora soma-se a outro objetivo que é mostrar ‘o que deve se fazer’ e ‘o que não deve se fazer’ no trabalho com gêneros digitais em sala de aula. (2008, p. 108)
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Questão 8
Qual o grau de confiabilidade das respostas obtidas? Ou seja, por que aquelas respostas, nas condições da pesquisa, são as melhores respostas possíveis?
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Qual o grau de confiabilidade das respostas obtidas? Ou seja, por que aquelas respostas, nas condições da pesquisa, são as melhores respostas possíveis?
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Posso concluir que o grau de confiabilidade das respostas obtidas é alto. Primeiro, porque a autora não se eximiu do erro inicial:
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centralizado na imagem e objetivos do professor, o blog como uma ferramenta pedagógica que possa envolver os alunos a explorar outras linguagens e outros gêneros fracassará. Essa conclusão está apoiada no que abstraí a partir deste estudo empírico, do envolvimento dos alunos, dos olhares e comentários que percebi em sala de aula, enfim, de todos os elementos identificados como aqueles que levaram ao insucesso no trabalho com blog no ensino de língua materna. (2008, p. 99)
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centralizado na imagem e objetivos do professor, o blog como uma ferramenta pedagógica que possa envolver os alunos a explorar outras linguagens e outros gêneros fracassará. Essa conclusão está apoiada no que abstraí a partir deste estudo empírico, do envolvimento dos alunos, dos olhares e comentários que percebi em sala de aula, enfim, de todos os elementos identificados como aqueles que levaram ao insucesso no trabalho com blog no ensino de língua materna. (2008, p. 99)
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Segundo, porque não só conseguiu, na tentativa seguinte (estudo 2), executar o experimento a que se propôs como também ratificou suas descobertas com a sua experiência de sala de aula e a partir do embasamento teórico apresentado no estudo.
A autora ainda provou que há uma proporção de tempo para desenvolver a aprendizagem muito maior com o uso dessa ferramenta digital, pois a aula não fica restrita aos 50 minutos, tempo tradicional da hora/aula. E isso, com certeza, promove a melhoria de aprendizagem:
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A autora ainda provou que há uma proporção de tempo para desenvolver a aprendizagem muito maior com o uso dessa ferramenta digital, pois a aula não fica restrita aos 50 minutos, tempo tradicional da hora/aula. E isso, com certeza, promove a melhoria de aprendizagem:
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Ao comparar esta atividade com uma tradicional aula de produção de texto, verifica-se que os alunos leram mais, pesquisaram mais, produziram mais, o que faz do ensino um maior significado que o aluno leva para a vida. (2008, p. 133)
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Como também é um estudo que permite a repetição do experimento por outros professores do que foi feito pela pesquisadora, pode-se acreditar ainda mais nas respostas e resultados obtidos.
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Questão 9
Há indicação da generalidade dos resultados?
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Há indicação da generalidade dos resultados?
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Como acabei de mostrar no final da questão anterior, o estudo feito pela professora-pesquisadora permite que a empiria desenvolvida seja repetida por professores de Língua Portuguesa, como novo recurso metodológico para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem através dos novos recursos tecnológicos. Nesse caso, mais especificamente, através da ferramenta digital blog: “A análise dos quatro blogs selecionados indica, para professores de língua portuguesa, que vale a pena inovar em nossas práticas de ensino” (2008, p. 153). Precisamos lembrar, no entanto, que a própria autora chama atenção várias vezes para o fato de que tecnologia não é metodologia, mas o uso que se faz dela é que promove mudanças metodológicas.
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Questão 10
Apresente a sua opinião sobre a pesquisa. Argumente.
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Apresente a sua opinião sobre a pesquisa. Argumente.
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Gostei muito do estudo feito pela pesquisadora Cláudia Rodrigues e das constatações a que ela chegou sobre o uso de blogs como estratégia motivadora para o ensino da escrita na escola. Entretanto, achei que a autora poderia, em diversas situações/explicações ter sido mais objetiva. Ela repete várias vezes as mesmas ideias e desdobra cada parte já explicada na introdução e repetida em alguns capítulos em um novo capítulo.
Um outro problema que detectei – e que acredito que tenha a ver com o tempo final de entrega da pesquisa à banca – é que há alguns erros graves, principalmente para uma professora de Língua Portuguesa, quanto à concordância, à regência e ao uso do acento grave indicador da crase, por exemplo, em várias partes do texto. Provavelmente não houve tempo para uma revisão cuidadosa da produção escrita.
De resto, só posso elogiar, pois a pesquisa clarificou inquietações também minhas e me mostrou caminhos para desenvolver projetos em meu trabalho para desenvolver aulas mais motivadoras, através do uso de ferramentas digitais.
Transcrevo, para finalizar, um trecho da conclusão da pesquisadora que, acredito, sustenta tudo o que apresentei aqui:
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Um outro problema que detectei – e que acredito que tenha a ver com o tempo final de entrega da pesquisa à banca – é que há alguns erros graves, principalmente para uma professora de Língua Portuguesa, quanto à concordância, à regência e ao uso do acento grave indicador da crase, por exemplo, em várias partes do texto. Provavelmente não houve tempo para uma revisão cuidadosa da produção escrita.
De resto, só posso elogiar, pois a pesquisa clarificou inquietações também minhas e me mostrou caminhos para desenvolver projetos em meu trabalho para desenvolver aulas mais motivadoras, através do uso de ferramentas digitais.
Transcrevo, para finalizar, um trecho da conclusão da pesquisadora que, acredito, sustenta tudo o que apresentei aqui:
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Foi constatado no presente estudo que o trabalho com blog em sala de aula oferece aos alunos uma nova maneira de produzir leitura e escrita, permitindo que ele vá além dos muros escolares. As práticas de escrita passam a ser mais dinâmicas, interativas, participativas. O acesso on-line a outros gêneros virtuais e fontes de informação instiga a extensão da pesquisa. O blog favorece a participação coletiva, formando autores, co-autores, leitores assíduos e alunos mais envolvidos com a leitura e a escrita. Para que isso ocorra, é necessário dar aos alunos maior liberdade de expressão. Essa prática pode levar ao desenvolvimento de habilidades como independência e autonomia e também favorecer o desenvolvimento da capacidade argumentativa, já que os autores do blog precisam envolver e convencer outras pessoas sobre seus pontos de vista. (2008, p. 153)
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RODRIGUES, C. O uso de blogs como estratégia motivadora para o ensino de escrita na escola. 2008. 169 f. Dissertação de Mestrado – Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2008.
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Baixe a dissertação aqui.
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Baixe a dissertação aqui.