Hoje me deparei com algumas postagens interessantes e instigadoras. A questão do Robson, no Caldeirão de idéias, para uma blogagem coletiva, perturba qualquer pessoa que pense um pouquinho sobre Educação.
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Apesar de já ter lido excelentes postagens sobre o assunto (vocês poderão lê-las no Blog e física, em O PC e a Criança e no próprio Caldeirão) e também já ter postado aqui textos meus que tratam de uma grande necessidade de transformação na educação, penso que a pergunta que utilizei como título não é facilmente respondida.
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A ESCOLA FORMA GENTE PARA O FUTURO OU PARA O PASSADO?
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Vamos ver se consigo postar aqui a ebulição de pensamentos que giram em minha cabeça sobre essa questão. Por favor, entendam que muitas das minhas ideias não apresentam uma consistência teórica e em deteminados momentos posso até parecer um pouco contraditória. Mas reflitam comigo: se olharmos de forma simplista o conteúdo formal curricular, transmitido/ensinado/trabalhado nas escolas hoje em relação ao mundo em que vivemos, poderemos afirmar quase categoricamente que a escola ensina para um passado ultrapassado, morto e enterrado. Nasce, porém, um grande problema: o que se tem de ensinar para o futuro? Se hoje não sabemos se existe uma cura real e concreta para o câncer e amanhã poderemos saber; se hoje tememos o aquecimento global, mas de repente, como dizem uns cientistas por aí, apesar de promover inúmeros malefícios, pode ser benéfico para alguns povos; se hoje usamos laptop, netbook, mas amanhã poderemos ter um chipe em nosso corpo e com ele já termos embutido um computador diferente do de agora; se até ontem pensávamos que a Muralha da China media 6 mil Km e acabaram de descobrir que são 9 mil, entre inúmeros outros exemplos, o que deve fazer parte dessa grade curricular para atingirmos o tão aclamado futuro?
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Penso que a escola não pode ensinar para esse conhecido passado, mas também não pode querer atingir o desconhecido futuro.
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A ESCOLA TEM DE ENSINAR PARA O PRESENTE.
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E o presente está precisando de quê?
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O PRESENTE PRECISA DE CABEÇAS PENSANTES, DE PESSOAS REFLEXIVAS, CAPAZES DE PEGAR UMA INFORMAÇÃO E TRANSFORMÁ-LA EM CONHECIMENTO!
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É isso, queridos leitores. Se eu formo um sujeito pensante, independente do conteúdo específico adquirido na escola, ele, quando adulto, terá condições de buscar os conhecimentos que lhe são importantes, de forma crítica e reflexiva.
Acredito que, independente dos assuntos discriminados em uma grade curricular, os professores hoje têm de se apropriar dos seus conteúdos específicos, interagir com as informações e conhecimentos que rondam a nossa sociedade e levar para a sala de aula todo tipo de questão que promova a reflexão sobre o mundo em que vivemos.
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E onde entra a importância dos novos recursos tecnológicos hoje? Acabei de aprender no Blog e física, do colega Sérgio, que estamos entrando na era em que a sociedade estará conectada em uma computação ubíqua, isto é, a relação homem-máquina se dará de forma quase invisível. Como assim? Se hoje eu interajo com a máquina no banco 24 Horas ou com meu computador pessoal enquanto digito, leio e estudo, o futuro está caminhando para uma interação muito mais intensa e menos visível. Sabe aqueles carros de filmes de ficção científica em que o motorista entra, a porta fecha sozinha, o motor liga e a pessoa conversa com o computador sobre para onde vão? Ou ainda aquelas casas que acendem/apagam as luzes, ligam/desligam os aparelhos eletro-eletrônicos, aquecem a água apenas com um comando de voz? Pois bem, são alguns dos exemplos, pelo que entendi, de uma interação ubíqua.
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Então, voltando para a escola e para o papel dos professores de hoje, percebemos que existe uma necessidade de ensinar aos alunos atuais o novo modelo de sociedade que está se formando em nosso meio. O jovem que sai da escola na atualidade tem de ter condições de interagir com as máquinas que estão a sua volta e para que essa interação ocorra, é necessário ter competência para "se virar", isto é, não ter medo do novo, do desconhecido, pois a cada dia inúmeros softwares e novas teorias estão sendo criadas. Inúmeras descobertas estão acontecendo.
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Talvez o que estou escrevendo abranja, de certo modo, as necessidades expostas pelo Sérgio em seu blog. Prefiro, no entanto, ser mais moderada, para não me frustrar tanto (é uma questão pessoal - um tombo menor parece doer menos), já que vejo como certa utopia o desejo de romper com os paradigmas atuais e reinventar a escola.

6 comentários:
Oi Tati! Suas considerações são realmente importantes. Tudo é muito complexo e a velocidade do mundo não nos deixa mais nenhuma certeza...a não sr a de que temos que seguir em frente!
Opa Tati Martins,
O fato de vislumbrarmos necessidades, não quer dizer que elas irão se realizar no curto ou mesmo médio prazo :-(
Há todo um entorno, fora da Escola (redundante isto né) que não quer que ela mude, ou como li este semana, no blogue da Lilina Starobinas: tudo muda para que não haja mudanças :-(
Meu texto é um "pensar alto" sem a preocupação do rigor acadêmico, que tem sua importância, não nego, mas as vezes enche um pouco o saquinho :-)
Por isso que me contento com a pequenas e possíveis micro-contra-hegemonias locais, ou como já foi dito, o caminho é mais importante do que o Sul que eu pretendo chegar :-)
abraços
Com certeza, Jenny!
Obrigada por passar aqui.
Beijinhos
Oi, Sérgio!
Seu texto é simplesmente maravilhoso. Eu adoro esse "pensar alto" e em outros textos fiz isso também. O problema é que estou em uma fase de alguns tombos. Digamos que "meu bumbum" não esteja aguentando mais. Por isso todo o cuidado.
Digamos que estou sentindo uma pontinha de inveja de você, mas prefiro ficar no chão e não voar. Talvez seja uma pena!
Beijinhos
Olá Amigos
Maravilhosa colocação. O formar para o presente necessita do envolvimento de muitos, pois precisam ser revista a formação conteudista, a inserção das TICs de forma maciça e intensa para esse futuro ubíquo que vai chegar (ou será que já chegou?) e principalmente como diz a Jenny "caminhando é cantando é seguindo a razão".
Eu concordo com o Sergio quando ele coloca que "eu prefiro que a gente meta logo a mão na massa e discuta no processo. Sem "medinho" que algo possa dar errado (já está errado mesmo!)."
E a hora de fazer isso já chegou e devemos cada um ir fazendo sua pequenas contra revoluções para contagiar mais pessoas nessa discussão.
Fantástica contribuição
Abraços
Robson Freire
http://nteitaperuna.blogspot.com/
Oi, Tati! Tomei a liberdade de levar, parcialmente, o seu texto para o meu blog (te dando os créditos, claro!), porque suas palavras são lucidas, claras e conduzem, de fato, à reflexão. Obrigada por suas ponderações. bjs :)
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Oi! Que bom que você está aqui. Vou adorar ler seu comentário.
Obrigada por sua visita.