Fazia alguns meses que não me envolvia tanto com um texto de ficção... Peguei, no entanto, LALANDE e só o larguei uma hora depois, quando terminei de lê-lo, maravilhada.
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Xie não se satisfaz com o senso comum, muito menos com o fato de não poder ter opinião própria. Desde pequena, contraria as normas da cidade onde vive, Lalande, envergonhando e assustando seus pais e conhecidos, que são limitados ao que lhes foi um dia imposto. Ela deseja testar as verdades... Não se satisfaz em apenas viver reproduzindo o que já existe. Ela quer muito mais. Deseja inventar, criar, descobrir...
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Percebe, então, que para conseguir seu intento precisa fazer uma viagem à Vila dos Trocadores de Palavras e descobre que poucos cidadãos de Lalande vão lá. Seja porque não gostam de perder tempo, seja porque preferem não se locomover muito, ou ainda - e muito pior -, porque não se interessam por palavras novas.
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Ela aprende com seu irmão, porém, que um menino cresce quando sua imaginação gira na direção do sol. E é isso o que ela vai fazer.
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Muitas ideias fantásticas podem ser discutidas através de LALANDE. Uma delas (os professores e a Escola precisam entender) é que, para que formemos leitores, não podemos trabalhar com imposições e cobranças frias de leituras. A leitura não deve ser guiada, para se chegar às conclusões e entendimento que o professor traçou como meta. Ela tem de ser descoberta, desejada. O que o professor deve fazer é trabalhar com a sedução, atiçando a curiosidade do aluno, para que parta dele o desejo de ler... e descobrir mais e mais:
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(...)
- Me leva?
- Aonde?
- À Vila. Preciso trocar uma palavra importante.
- Qual?
- Não posso dizer agora. Me leva?
- Levo.
Foram. Chegando lá, João preferiu não entrar, alguma coisa lhe dizia que era melhor esperar do lado de fora. E ele estava certo.
- Espero aqui, acho melhor você entrar sozinha da primeira vez.
Ela concordou e foi logo entrando. (...)
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Leia esse livro, atice a curiosidade de seus alunos para lerem-no também. Garanto que você vai embarcar numa deliciosa viagem guiada por um lindo canto de sereia, nas asas de uma borboleta, com direito às sete vidas do gato e à força de um dragão.
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Se você gostou dessa proposta, leia também a resenha de Gustavo Bernardo sobre o livro e um depoimento do próprio autor, Flávio Carneiro. G. Bernardo diz que "o melhor livro para crianças é aquele com que o adulto se empolga". Eu me empolguei... e muito!
Nossa, vc conseguiu atiçar a minha curiosidade, quero ler, parece ser muito interessante.
ResponderExcluirAdorei seu modo de incentivar a leitura.
Abraços
Maria Clara
Leia-o sim, Maria Clara. Você não vai se arrepender.
ResponderExcluirBeijinhos e obrigada pela visita!